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Conheça o eflúvio telógeno, um tipo de queda de cabelo

Entenda por que isso acontece e quando você deve procurar o dermatologista

Vamos combinar que cabelo cai – na verdade, a queda faz parte do ciclo de vida natural dos fios. Todos os dias, perdemos certa quantidade deles e isso não deve ser motivo de preocupação. A luz amarela acende quando há um aumento na quantidade da queda habitual, que pode ser percebido na escova, na fronha ou no ralo do banheiro, por exemplo. Aí, sim, pode ser um caso de eflúvio telógeno (ET) que, algumas vezes, leva à perda de cerca de 600 fios diariamente. Mas, afinal de contas, o eflúvio telógeno leva à calvície? A resposta é não. Embora os fios estejam indo parar aos montes no ralo do banheiro, não há risco de rarefação – o que ocorre é queda acentuada.

Aumento na quantidade da queda de cabelo pode ser percebido na escova.

Por que o cabelo cai

Antes de descobrir o porquê disso tudo, vale a pena entender como é o ciclo de vida de um fio de cabelo: a fase anágena corresponde ao nascimento e crescimento; na catágena o fio já atingiu, digamos, a idade adulta; e a fase telógena é a da queda. Todos os fios passam por essas etapas – mas em momentos diferentes. No eflúvio telógeno é como se mais fios chegassem, juntos, ao “fim da vida”.

O eflúvio telógeno pode ser agudo ou crônico

O eflúvio telógeno agudo, geralmente, cessa sozinho e dura menos de seis meses. “Eventos pontuais, como estresse, pós-parto, dietas muito restritivas ou uma cirurgia bariátrica, por exemplo, podem fazer o cabelo cair mais do que o normal, porque desequilibram o organismo”, explica a Dra. Alessandra Anzai, dermatologista da SBD-RESP.

Por outro lado, queda acentuada durante mais de seis meses pode indicar eflúvio telógeno crônico. “Aí, é preciso investigar a razão. Pode ser, por exemplo, uma doença autoimune, anemia ou desnutrição, condições que precisam ser tratadas ou controladas” diz a Drª Alessandra, que é colaboradora do Ambulatório de Tricologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Como é o tratamento

Geralmente, o eflúvio telógeno crônico tem duas abordagens terapêuticas: tratar o problema de saúde que está causando a queda (o que pode envolver profissionais de outras especialidades que não a Dermatologia) e, em alguns casos, a utilização de vitaminas e de fármacos para fortalecer e estimular o crescimento dos fios. A consulta com o dermatologista é importante para confirmar se a queda é um eflúvio telógeno e se há outras condições associadas que podem atrapalhar a recuperação dos fios.

SOBRE A SBD-SP

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