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O RISCO DE SE SUBMETER A PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS REALIZADOS POR PROFISSIONAIS QUE NÃO TÊM FORMAÇÃO ADEQUADA

Lançada na Flórida, nos Estados Unidos, a campanha Saving Face (ou salvando o rosto em tradução livre) tem como mentora a ex-modelo Carol Bryan que, há cerca de dez anos, perdeu a visão por conta de um preenchimento facial mal sucedido. Carol que, na época tinha 47 anos, conta que não conseguia mais sair de casa e que chegou a considerar o suicídio. Depois de passar por várias cirurgias, ela recuperou uma boa aparência, mas, infelizmente, a lesão que sofreu no nervo óptico de um dos olhos era irreversível. Com a Saving Face, Carol pretende aumentar a conscientização sobre o risco de se submeter a tratamentos estéticos com profissionais não capacitados e, para dar força a seus argumentos, não tem medo de expor as etapas de sua difícil e dolorosa recuperação. Apesar da perda da visão, ela se diz feliz por estar viva. Nem sempre, porém, o desfecho é bom. Um artigo publicado no final do ano passado na Aesthetic Plastic Surgery, revista médica especializada em Cirurgia Plástica Estética, relata o caso de uma mulher de 40 anos que faleceu menos de uma semana depois de se submeter a um preenchimento na região do nariz e da testa.

SITUAÇÃO PREOCUPANTE

Casos de complicações graves decorrentes da aplicação de preenchedores faciais injetáveis não faltam na literatura médica nem nos jornais. Esses procedimentos, aliás, são considerados pela Medicina como invasivos ou, erroneamente, como minimamente invasivos. “Como um procedimento que pode ser letal é chamado de ‘minimamente invasivo’? Diante de riscos e de possíveis complicações, talvez seja o caso de repensar a classificação ‘minimamente invasivos’ que usamos para nos referir aos procedimentos injetáveis”, diz a Dra. Eliandre Costa Palermo, presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-RESP). Complicações graves felizmente são muito raras, porém, quando acontecem, podem causar deformidades e sequelas gravíssimas, permanentes, e até mesmo a morte. “Profissionais não médicos sem formação adequada não têm habilitação para agir prontamente em caso de complicações graves e, por isso mesmo, não deveriam estar realizando tais intervenções”, diz a Dra. Eliandre. A entidade tem atuado incansavelmente para garantir a segurança dos pacientes, encaminhando expedientes ao Ministério Público e aos demais órgãos de controle para combater o exercício ilegal da Medicina. Além disso, promove fóruns para discutir o tema, que também está presente em todos os congressos médicos que realiza. Um desses encontros reuniu, ano passado, na cidade de São Paulo, representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCD). Em 2020, a SBD-RESP tem em sua programação vários eventos voltados para a defesa da especialidade e a segurança da população.

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A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 1970 para fomentar a pesquisa, o ensino e o aprimoramento científico da dermatologia como especialidade médica. Reúne, atualmente, mais de 2500 associados.

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