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Janeiro Roxo: aprenda a identificar os sintomas de hanseníase

A hanseníase é uma das doenças infectocontagiosas mais antigas da humanidade. Ela é causada por uma bactéria, chamada Mycobacterium leprae, e seu desenvolvimento dependerá muito da resposta do organismo que foi infectado. Entretanto, é simples identificar seus sintomas e o tratamento é disponibilizado gratuitamente no Brasil, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o “Boletim Epidemiológico de Hanseníase”, do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (DCCI/SVS/MS), ela é uma doença transmissível e de caráter crônico que persiste como um problema de saúde pública no Brasil.

Onde a doença se manifesta?

Seu agente etiológico (a bactéria causadora) afeta, principalmente, pele, olhos e nervos periféricos (parte do sistema nervoso que tem como função conectar o sistema nervoso central com outras áreas do corpo, como músculos, ouvido e nariz).

Ela é uma doença que atinge pessoas de qualquer faixa etária ou sexo. Sua evolução é lenta e progressiva, mas pode causar deformidades e incapacidades físicas, tantas vezes permanentes, se não for tratada.

A importância do diagnóstico precoce

A melhor forma de evitar complicações com a hanseníase é efetuando o diagnóstico precoce da doença. Ao identificar algum sintoma, procure um serviço de saúde básico (posto de saúde / UBS) próximo. Caso seja detectada a doença, o paciente será encaminhado para postos de referência.

No Brasil, o tratamento da hanseníase é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é gratuito. Ele é eficaz e leva a 100% de cura. O protocolo costuma durar entre seis meses e um ano e engloba fármacos antimicrobianos prescritos apenas por profissionais da saúde.

Como identificar?

É simples identificar os sintomas iniciais de hanseníase. Entre eles estão:

  • Dormência ou sensação de fisgadas nas extremidades do corpo, como em braços, mãos e pés;
  • Perda da sensibilidade ao calor, frio, tato e dor;
  • Presença de placas, caroços e manchas de tamanhos variados, brancos ou avermelhados, em qualquer parte do corpo. As áreas preferenciais são os cotovelos, joelhos, nádegas e face posterior dos braços;
  • Perda de transpiração habitual sobre as placas ou manchas que aparecem no corpo;
  • Perda da força muscular, com aparente dificuldade para segurar objetos.

Caso a doença não seja tratada em seu estágio inicial, a hanseníase pode evoluir para um patamar que inclui a perda de sensibilidade nas mãos e pés. Com isso, acidentes domésticos surgem, como queimaduras no fogão e ferimentos evitáveis nos pés. Tais machucados levam a perda da capacidade social dos pacientes, com crescente desconforto.

Como é transmitida?

A hanseníase é transmitida através do contato prolongado, em ambiente fechado, com pouca ventilação ou luz solar, com pessoas com a doença que apresentem a forma infectante. A bactéria causadora da patologia é eliminada pelas vias respiratórias (tosses, espirros e secreções nasais). Apesar de sua grande capacidade de transmissão, poucas pessoas adoecem, pois a maioria têm a capacidade de se defender sem qualquer medicamento. Outra notícia otimista é que assim que a pessoa começa a ser tratada ela deixa de transmitir a doença e não precisa ser afastada do trabalho ou do convívio social.

Um problema recorrente no país

Foram reportados, mundialmente, mais de 200.000 casos novos da doença em 2018, segundo dados reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS). Desses, mais de 30.000 no Brasil. Isso faz com que o país seja classificado como um destino com alta carga para a doença, ficando atrás, apenas, da Índia.

Do total de casos identificados no Brasil, 5,9% ocorreram entre menores de 15 anos. Com isso, é importante que pais, tutores e professores fiquem atentos aos sintomas e relatos de desconforto por parte de crianças e adolescentes.

 

O artigo foi desenvolvido com o auxílio técnico da médica dermatologista Dra. Solange Miki Maeda, médica colaboradora do departamento de dermatologia da UNIFESP e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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