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As doenças dermatológicas mais frequentes em atletas: como prevenir e tratar

Quem pensa que dermatologia é uma especialidade voltada apenas para a estética está enganado. Há diversas doenças da pele, pelos, mucosas, cabelos e unhas que podem ser diagnosticadas, tratadas e até prevenidas pelo médico dermatologista. E quem pratica esporte está sujeito a vários problemas desse tipo devido à exposição solar frequente, às condições climáticas, umidade, contato físico intenso, suor e outros fatores que podem desencadear, agravar ou provocar dermatoses em atletas.

Há doenças graves, como o câncer de pele, por exemplo, que podem atingir atletas que pegam muito sol em suas atividades diárias. Mas as afecções mais comuns são as causadas por fungos, como as micoses dos pés (pé de atleta), a micose das unhas (onicomicose) e a tinha crural (micose da virilha). Para falar sobre elas, consultamos a dermatologista Lucila D’Aminco Póvoa, que pertence à Sociedade Brasileira de Dermatologia.

– Umidade, calor, fricção e maceração facilitam a infecção por fungos. Ambientes contaminados, como banheiros, chuveiros, vestiários e piscinas, somados a uma série de fatores individuais, contribuem para a manutenção da infecção fúngica. O correto diagnóstico realizado por dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia é fundamental para o sucesso do tratamento e, principalmente, para a prevenção dessas dermatoses, melhorando o rendimento dos atletas e evitando a suspensão dos seus treinamentos – explicou a médica.

Micose dos pés (tinea pedis)

Mais comumente chamada de “frieira” ou “pé de atleta” pode ser encontrada na planta dos pés, dorso do pé e entre os dedos. A lesão geralmente tem a borda bem demarcada, coloração avermelhada, descama no centro, e o prurido varia de moderado a intenso. A área entre os dedos dos pés pode ficar “macerada”, descascar, coçar muito e ficar com mau cheiro.

Tinha crural (micose da virilha)

Também apresenta bordas bem delimitadas, com crescimento centrífugo (a parte externa é mais ativa), e o prurido também é intenso. A lesão pode avançar para a coxa, períneo, nádegas e região pubiana.

Onicomicose (micose das unhas)

Caracteriza-se por lesões destrutivas e que deixam as unhas maceradas, com descolamento da ponta. A coloração pode variar de branca para esverdeada. O acometimento ungueal geralmente é secundário ao plantar (sola dos pés).

Como prevenir essas doenças?

– Evite andar descalço em ambientes úmidos como vestiários, saunas, piscinas, enfim, locais de muita circulação.

– Troque as meias todos os dias.

– Seque bem a virilha, os pés e entre os dedos (pode ser usado o secador de cabelos.

– Coloque os tênis, chuteiras ao sol sempre que possível (pelo menos uma vez por semana).

– Aplique talco antisséptico nos pés e entre os dedos antes de colocar a meia.

– Aplique antisséptico em spray nos sapatos duas vezes por semana.

– Não compartilhe meias, calçados ou toalhas.

– Deixe a roupa íntima, meias, uniformes de molho em água com antisséptico antes da lavagem e enxágue.

Como tratá-las?

Segundo Lucila D’Aminco Póvoa, o tratamento é feito com antifúngicos locais, cremes ou soluções contendo os ativos isoconazol, miconazol, cetoconazol, clotrimazol e terbinafina. Nos casos mais intensos e extensos, recomenda-se o tratamento com antifúngico oral por um período que pode atingir até 30 dias.

Fonte: GloboEsporte.com

SOBRE A SBD-SP

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 1970 para fomentar a pesquisa, o ensino e o aprimoramento científico da dermatologia como especialidade médica. Reúne, atualmente, mais de 2500 associados.

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